19 de fevereiro de 2016

RESENHA | Halo, Alexandra Adornetto


 

468 páginas, Agir Editora 


“Havia tanta coisa que não se podia pôr em palavras... Essa era uma das maiores tristezas em relação às pessoas – muitas vezes não há como exprimir seus pensamentos e sentimentos mais importantes, e eles acabam não sendo ditos.” Página 20
  
   Três anjos em corpos humanos acabaram de chegar à pequena cidade de Venus Cove (alguém me explica que nome é esse??) para cumprir uma missão. Apesar de pequena, a cidade parece despertar o interesse das forças malignas, que vem agindo há algum tempo e transformando o local em palco de mortes violentas.

   Bethany, Gabriel e Ivy tentam não chamar atenção para si, mas isso se torna quase impossível uma vez que os três são dotados da “beleza natural dos anjos” (clichê 1 de todas as histórias que envolvem anjos.) e Gabriel principalmente é estonteante, assim como Ivy. Beth é a mais nova e inexperiente, e pelo que a autora revela, além da pele lisa tipo “só uso cremes da Victória Secret’s” ela não chama tanto atenção em função da beleza, mas sim pela sua capacidade de se meter em encrenca.
 

  A culpa disso é a sua intensa ligação com a condição humana, que para ela é uma aventura empolgante e na qual ela se joga completamente, ao contrário dos irmãos, que jamais deixam de achar a forma humana desconfortável.

   Tudo foge ao controle quando Bethany conhece Xavier Woods e ADIVINHEM, se apaixona perdidamente por ele e em dois toques já sabe que ele é o amor da vida dela. Nesse momento entra o clichê 2 das histórias envolvendo anjos apaixonados por humanos: você sente que enfrentaria céus e terra pelo amor da sua vida, ainda que isso signifique virar um anjo caído expulso do céu e enfrentar a eterna decepção do Criador. A diferença é que Beth e seu grande amor também precisarão enfrentar os seguidores de Lúcifer, vulgo coisa ruim que quer espalhar o mal pela Terra.

   Apesar do tom aparentemente jocoso ao comentar esses clichês, eu me surpreendi com Halo. Levando em conta que li metade do livro em um dia, e o resto no outro, posso afirmar que a narrativa é extremamente ágil e fluída. O enredo é dinâmico e sempre tem algo acontecendo e movimentando a história. A autora trabalha muito bem os diálogos e apresenta os personagens secundários aos poucos, outro ponto interessante. 

O romance, ainda que sendo o foco, é apresentado como algo maduro e sólido, e acaba por convencer até os mais céticos que não acreditam em “amor à primeira vista” (tipo euzinha.).
 
   A falha maior é com relação às descrições e extremo detalhamento do contexto dos personagens, que acaba contribuindo para aumentar o número de páginas do livro, que poderia ser bem menor sem trazer prejuízo para a história. Notei também algumas inconsistências que tradução, e um ou dois furos no enredo, porém nada que prejudicasse seriamente o entendimento da história.

   A edição possui diagramação simples, e pesa uns 400kg, aproximadamente (pensa num livro pesado, inviável de levar na mochila. Só consegui ler em casa mesmo). 


  

 Halo faz parte de uma trilogia e confesso que assim que finalizei a leitura já abri o Submarino para comprar os outros dois volumes.
 

  Não foi uma leitura que amei, e também não vai entrar para os melhores do ano, mas foi um ótimo passatempo e uma boa história para me fazer dar aquela relaxada dos problemas cotidianos. Afinal, quem não adora esquecer um pouco a realidade e ficar imaginando o que três anjos e um garoto vão fazer para derrotar o mal, restaurar a paz no mundo e ainda por cima curtir um romance no final de tudo?


Agora me conta: curte um romance envolvendo anjos ou esse vai passar batido? Espero a resposta nos comentários.
Beijocas!

0 Comments:

Postar um comentário

Sua opinião alimenta minha criatividade, então você pode contribuir para um blog melhor simplesmente comentando :D Para dúvidas, sugestões ou bater um papo, mande e-mail para agarotadalivraria@gmail.com